.

A exposição do Grupo Cotidiano e Mobilidade, criado no Núcleo de Arte e Tecnologia da Escola de Artes Visuais, apresenta mapeamentos pessoais na interseção entre arte, vida cotidiana e mobilidade, a partir de experiências e registros de percursos urbanos utilizando dispositivos móveis e outros meios artísticos.

Pensando os mapas como narrativas – que podem ser imagéticas, textuais e também sonoras, onze artistas dão visibilidade às suas vivências e reflexões sobre a cidade apresentando diferentes cartografias do cotidiano.

Bia Amaral, Giodana Holanda, Jac Siano, Joy Till, Juana Amorim, Juliana Franklin, Leandra Lambert, Lia Sarno, Lídice Matos, Marianna Olinger  e Tania Queiroz

Escola de Artes Visuais do Parque Lage

De 22 de julho a 28 de agosto de 2011

Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro RJ

Apresentação

Bia Amaral registra o que percebe em seus trajetos diários: interferências nas paisagens, nos caminhos cotidianos. São imagens recorrentes, banais, capturas de instantes, mostrando essa experiência em forma de coleções e mapas dobráveis. Giodana Holanda cria cartografias pessoais em forma de camadas espaciais – modos de olhar um lugar – a Lagoa Rodrigo de Freitas. Em simples registros do cotidiano, busca criar geografias mistas de fixos e fluxos. O trabalho de Jac Siano, cujo ponto de partida é o ponto de ônibus próximo de sua casa, objetiva percorrer as linhas que trafegam pela rua principal, mapear os percursos e registrar seus extremos a fim de ultrapassar as dissonâncias entre as zonas da cidade. Joy Till registra imagens em percursos do dia a dia relacionadas com a comunicação visual carioca. Publicadas em redes sociais, estas convidam os internautas a contribuir com seus olhares sobre a cidade. Juana Amorim recupera o olhar pela janela das viagens cotidianas da infância, capturando flashes das experiências e fragmentos de trajetos. Ao atualizar suas memórias, ela refaz narrativas pessoais através de imagens fotográficas e vídeo. Juliana Franklin mostra trabalhos que investigam a relação desenho, desígnio e corpo, pesquisando o risco enquanto traço e espaço do não-previsível,  partindo do mapeamento de cicatrizes que compõem as geografias dos corpos. Leandra Lambert apresenta uma performance e mapas feitos com imagens, relatos, sons e outros materiais que falam da observação sensível das três Atlânticas –  a avenida, a mata e o oceano. Lia Sarno aborda a questão da perda – de valores, olhares, idéias. Seu trabalho objetiva recuperar essas perdas através de seus arquivos, registros e mapas. Lidice Matos faz um ensaio sobre as misturas dos fluxos urbanos e sobre modos de perceber a fluidez, a multiplicidade e os conflitos da cidade. Camadas de imagens em movimento  mostram construções poéticas pessoais em vídeos e fotografias. Marianna Olinger cria um real imaginário a partir de registros feitos ao longo dos caminhos percorridos em viagens pelas Américas, onde o corpo aparece como lugar praticado, espaço que pode narrar e ser narrado. Tania Queiroz registra passagens em uma estrada do Rio de Janeiro e em um rio em Mato Grosso. Apresenta esses caminhos, não como pontos de interesse, mas como passagens, lugares de ir e voltar. 

As artistas apresentam seus mapas pessoais convidando os visitantes a compartilhar seus olhares sobre a cidade.

.

.

Anúncios