4 – Meus-Teus Mapas

Desenho um mapa por dia. Do dia 01 de janeiro de 2011 ao 31 de dezembro desse mesmo ano. Mapas desenhados por linhas dos meus percursos. Nas linhas procuro minha inscrição pela cidade, a inscrição da cidade em mim. Risco o afeto do trajeto ordinário. Desenho uma cartografia subjetiva para assumir a vida em linhas, em traços, em bordas. O devir-mundo desenha linhas nos espaços, desenha linhas em mim. Linhas de trajetos se desenham na pele da cidade e na minha pele há um só tempo. Cada linha contém infinitas outras: linhas do Outro, de Outros. Muitas linhas precisam existir para que as minhas existam. As linhas de meus mapas vêm de muitos outros mapas, invisíveis aos olhos, mas sensíveis à pele. O corpo conta histórias de linhas. O corpo é a história das linhas.

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